Brincar com sons
Juntar letras
Formar palavras
Descobrir a sonoridade e o nome de tudo
Que está no mundo
nas coisas
no pensamento.

Ler é tão bom!

Poder viajar
Conhecer mundos de ontem
de hoje
de amanhã.
Imaginar.
Criar.
Sonhar.
A leitura permite isso e muito mais
Pois ler é tão bom!

sábado, 11 de janeiro de 2014

O girassol / Vinicius de Moraes

- Besouro é muito pesado!

O girassol
Vinicius de Moraes

Sempre que o sol
Pinta de anil
Todo o céu
O girassol
Fica um gentil
Carrossel.

O girassol é o carrossel das abelhas.

Pretas e vermelhas
Ali ficam elas
Brincando, fedelhas
Nas pétalas amarelas.

— Vamos brincar de carrossel, pessoal?

— “Roda, roda, carrossel
Roda, roda, rodador
Vai rodando, dando mel
Vai rodando, dando flor.”

— Marimbondo não pode ir que é bicho mau!
— Besouro é muito pesado!
— Borboleta tem que fingir de borboleta na entrada!
— Dona Cigarra fica tocando seu realejo!

— “Roda, roda, carrossel
Gira, gira, girassol
Redondinho como o céu
Marelinho como o sol.”

E o girassol vai girando dia afora...

O girassol é o carrossel das abelhas. 





Sites sobre Vinicius de Moraes: 







quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Bartolomeu Campos de Queirós

Bartomoleu Campos de Queirós fala sobre seu fazer poético, sua infância, família e afetividade.
Emociona e sensibiliza. Sempre.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Se temos de esperar / Cora Coralina

... que seja para colher a semente boa...

Cora Coralina

Se temos de esperar,
que seja para colher a semente boa
que lançamos hoje no solo da vida.
Se for para semear,
então que seja para produzir
milhões de sorrisos,
de solidariedade e amizade.


foto: Natália



Cora Coralina, pseudônimo de Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas
(Cidade de Goiás, 20 de agosto de 1889 — Goiânia, 10 de abril de 1985)
conforme

Obra de Cora Coralina
Estórias da Casa Velha da Ponte (contos)
Poemas dos Becos de Goiás e estórias mais (poesia)
Meninos Verdes (livro)|Meninos Verdes (infantil)
Meu Livro de Cordel
O Tesouro da Casa Velha
A Moeda de Ouro que o Pato Engoliu (infantil)
Vintém de Cobre - Meias confissões de Aninha
As Cocadas (infantil)
Os Falantes
A menina, o cofrinho e a vovó (infantil)

Sites sobre Cora Coralina:





sábado, 4 de janeiro de 2014

Contraste / Dulce A. Siqueira

...Mas com as rosas
Espinhos vem. 

CONTRASTE

Dulce A.Siqueira


As rosas

Tão formosas,
Tão macias,
Com suas pétalas
Veludosas.

- Quem pode saber
O mistério
Que as rosas tem?!

Belas
Macias
Veludosas
Mas com as rosas
Espinhos vêm.

 Do livro NAVE AZUL DO SONHO - Recife, 1965


Dulce A. Siqueira, tia Dulce.
Filha mais velha dos meus avós maternos: João Miranda de Siqueira e Maria Azevedo Siqueira.
Árvore genealógica: tios e tias maternos: Manon (Manoel), Lula (Luiz), Dulce, Beta (Albertina), mamãe (Ivanice),  Ivone, Joãozinho (João) e Nida (Ivanilde).
Alguns poemas estão publicados no site www.usinadeletras.com.br / d / Dulce A. Siqueira

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014


PROJETO on line POESIA quase TODO DIA
Thelma Regina Siqueira Linhares

JUSTIFICATIVA
Querendo dinamizar meus blogs, divulgar fotos autorais e difundir poesias que tão diretamente falam aos sentimentos e emoções, resolvi repaginar um projeto, já com duas edições anteriores, agora em versão on line: PROJETO on line POESIA quase TODO DIA. E, o blog escolhido para tal atividade, é esse 
http://socializandoleituras.blogspot.com.br/, cujo nome fantasia é LER É TÃO BOM.

OBJETIVOS
* dinamizar o blog
* divulgar fotos autorais e
* difundir poesias autorais e de terceiros.

DESENVOLVIMENTO
Quase diariamente, deverá ser publicado neste blog, um poema que, primeiramente, me sensibilizou e que desejo socializar. Quando possível, dados biográficos e/ou bibliográficos do/a autor/a será acrescentado para maior contato com sua obra. Deverá, também, ser acompanhado por foto autoral.

CRONOGRAMA
Início: janeiro/2014
Término: dezembro/2014

AVALIAÇÃO
A repercussão do  PROJETO on line POESIA quase TODO DIA,  através de leituras e, quiçá, comentários.

MATERIAL DE APOIO
Livros de Poesias, Antologias e Coletâneas Poéticas; Encartes de Jornais e Revistas; Pesquisas na Internet, e em sites e blogs literários; e envio de poemas por email. A autoria e fonte serão SEMPRE citadas.


Observações:
PROJETO POESIA TODO DIA
http://www.blogger.com/blogger.g?blogID=8668270219490659940#editor/target=post;postID=4439388312474901533;onPublishedMenu=allposts;onClosedMenu=allposts;postNum=74;src=postname


quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

A arte de ser feliz / Cecília Meireles

"Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor."

A ARTE DE SER FELIZ
Cecília Meireles

Houve um tempo em que minha janela se abria
sobre uma cidade que parecia ser feita de giz.
Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco.
Era uma época de estiagem, de terra esfarelada,
e o jardim parecia morto.
Mas todas as manhãs vinha um pobre com um balde,
e, em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas.
Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse.
E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.
Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor.
Outras vezes encontro nuvens espessas.
Avisto crianças que vão para a escola.
Pardais que pulam pelo muro.
Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com pardais.
Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho do ar.
Marimbondos que sempre me parecem personagens de Lope de Vega.
Às vezes, um galo canta.
Às vezes, um avião passa.
Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino.
E eu me sinto completamente feliz.
Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas,
que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem,
outros que só existem diante das minhas janelas, e outros,
finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.

http://pensador.uol.com.br/cecilia_meireles_poemas/

domingo, 15 de dezembro de 2013

MANUEL BANDEIRA e MANOEL BANDEIRA: por que grafar certo o nome desses pernambucanos?

MANUEL BANDEIRA e MANOEL BANDEIRA:
por que grafar certo o nome desses pernambucanos?
Thelma Regina Siqueira Linhares

in memorian:
Prof° Alex José Gomes da Silva


Algo que me incomoda bastante é ver a grafia do nome do poeta Manuel Bandeira, patrono do PMBFL-Programa Manuel Bandeira de Formação de Leitores escrita de forma errada. A simples troca de vogais, do u por o em Manuel, faz com que outro pernambucano ilustre e a ele contemporâneo, seja citado: Manoel Bandeira, o pintor. Assim, no mínimo, desconsidera-se, a certidão de nascimento, documento primeiro da cidadania de ambos.


IDENTIDADE
Thelma Regina Siqueira Linhares

U ou O eis a questão
que faz toda diferença
quando se trata de Bandeira.

U ou O eis o dilema
e não é só questão de grafia
dos nomes desses dois pernambucanos
contemporâneos.


Com U o Manuel
é Bandeira das letras
pois, principalmente, poeta.
Palavras e rimas: sina.

Com O o Manoel
é Bandeira das tintas
pois, essencialmente, pintor.
Nanquim e bico de pena... cena.

U ou O eis a questão
que não dá para esquecer:
com U o Manuel Bandeira é poeta.
com O o Manoel Bandeira é pintor.

Por favor!

(Olinda, 05/11/2013)

 
 MANUEL Carneiro de Sousa BANDEIRA Filho

MANOEL BANDEIRA

  
Manuel Bandeira, o poeta, nasceu no Recife, em 19/04/1881 e faleceu no Rio de Janeiro, em 13/10/1968. Professor, cronista, crítico e historiador literário foram alguns dos papeis sociais vividos, o maior, com certeza, foi na poesia.
Sua obra poética: A Cinza das Horas (1917); Carnaval (1919); Os Sapos (1922); O Ritmo Dissoluto (1924); Libertinagem (1930); Estrela da Manhã (1936); Lira dos Cinquent’anos (1940); Belo, Belo (1948); Mafuá do Malungo (1948); Opus 10 (1952); Estrela da tarde (1960); Estrela da Vida Inteira (1966); O Bicho (1947);] e Desencanto (1996).
Sua obra em prosa: Crônicas da Província do Brasil (1936); Guia de Ouro Preto (1938); Noções de História das Literaturas (1940); Autoria das Cartas Chilenas (1940); Itinerário de Pasárgada – Jornal de Letras (1954); De Poetas e de Poesia (1954); A Flauta de Papel (1957); Crônicas inéditas I e Crônicas inéditas II (2009).

O Bicho
Manuel Bandeira

Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.

Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.

O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.

O bicho, meu Deus, era um homem.


Irene no céu
Manuel Bandeira

Irene preta
Irene boa
Irene sempre de bom humor.


Imagino Irene entrando no céu:
— Licença, meu branco!
E São Pedro bonachão:
— Entra, Irene. Você não precisa pedir licença.


Manoel Bandeira, o pintor, nasceu em Escada/PE, no dia 02/05/1900 e faleceu no Recife, em 03/03/1964. As técnicas preferidas do pintor foram o desenho com bico-de-pena e tinta nanquim ou estilete - no caso dos trabalhos sobre papel gessado - e pinturas com aquarela, guache e óleo.
  







Sites interessantes sobre Manuel Bandeira, o poeta:

Sites interessantes sobre Manoel Bandeira, o pintor:

  
 Seria interessante ser disponibilizado pelo Diário de Pernambuco, o texto Xará, o batuta é você, escrito por Manuel Bandeira, o poeta, para o Manoel Bandeira, o pintor, conforme informação e texto da pesquisadora da FUNDAJ, Semira Adler Vainsencher.