Brincar com sons
Juntar letras
Formar palavras
Descobrir a sonoridade e o nome de tudo
Que está no mundo
nas coisas
no pensamento.

Ler é tão bom!

Poder viajar
Conhecer mundos de ontem
de hoje
de amanhã.
Imaginar.
Criar.
Sonhar.
A leitura permite isso e muito mais
Pois ler é tão bom!

sábado, 4 de janeiro de 2014

Contraste / Dulce A. Siqueira

...Mas com as rosas
Espinhos vem. 

CONTRASTE

Dulce A.Siqueira


As rosas

Tão formosas,
Tão macias,
Com suas pétalas
Veludosas.

- Quem pode saber
O mistério
Que as rosas tem?!

Belas
Macias
Veludosas
Mas com as rosas
Espinhos vêm.

 Do livro NAVE AZUL DO SONHO - Recife, 1965


Dulce A. Siqueira, tia Dulce.
Filha mais velha dos meus avós maternos: João Miranda de Siqueira e Maria Azevedo Siqueira.
Árvore genealógica: tios e tias maternos: Manon (Manoel), Lula (Luiz), Dulce, Beta (Albertina), mamãe (Ivanice),  Ivone, Joãozinho (João) e Nida (Ivanilde).
Alguns poemas estão publicados no site www.usinadeletras.com.br / d / Dulce A. Siqueira

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014


PROJETO on line POESIA quase TODO DIA
Thelma Regina Siqueira Linhares

JUSTIFICATIVA
Querendo dinamizar meus blogs, divulgar fotos autorais e difundir poesias que tão diretamente falam aos sentimentos e emoções, resolvi repaginar um projeto, já com duas edições anteriores, agora em versão on line: PROJETO on line POESIA quase TODO DIA. E, o blog escolhido para tal atividade, é esse 
http://socializandoleituras.blogspot.com.br/, cujo nome fantasia é LER É TÃO BOM.

OBJETIVOS
* dinamizar o blog
* divulgar fotos autorais e
* difundir poesias autorais e de terceiros.

DESENVOLVIMENTO
Quase diariamente, deverá ser publicado neste blog, um poema que, primeiramente, me sensibilizou e que desejo socializar. Quando possível, dados biográficos e/ou bibliográficos do/a autor/a será acrescentado para maior contato com sua obra. Deverá, também, ser acompanhado por foto autoral.

CRONOGRAMA
Início: janeiro/2014
Término: dezembro/2014

AVALIAÇÃO
A repercussão do  PROJETO on line POESIA quase TODO DIA,  através de leituras e, quiçá, comentários.

MATERIAL DE APOIO
Livros de Poesias, Antologias e Coletâneas Poéticas; Encartes de Jornais e Revistas; Pesquisas na Internet, e em sites e blogs literários; e envio de poemas por email. A autoria e fonte serão SEMPRE citadas.


Observações:
PROJETO POESIA TODO DIA
http://www.blogger.com/blogger.g?blogID=8668270219490659940#editor/target=post;postID=4439388312474901533;onPublishedMenu=allposts;onClosedMenu=allposts;postNum=74;src=postname


quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

A arte de ser feliz / Cecília Meireles

"Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor."

A ARTE DE SER FELIZ
Cecília Meireles

Houve um tempo em que minha janela se abria
sobre uma cidade que parecia ser feita de giz.
Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco.
Era uma época de estiagem, de terra esfarelada,
e o jardim parecia morto.
Mas todas as manhãs vinha um pobre com um balde,
e, em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas.
Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse.
E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.
Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor.
Outras vezes encontro nuvens espessas.
Avisto crianças que vão para a escola.
Pardais que pulam pelo muro.
Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com pardais.
Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho do ar.
Marimbondos que sempre me parecem personagens de Lope de Vega.
Às vezes, um galo canta.
Às vezes, um avião passa.
Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino.
E eu me sinto completamente feliz.
Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas,
que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem,
outros que só existem diante das minhas janelas, e outros,
finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.

http://pensador.uol.com.br/cecilia_meireles_poemas/

domingo, 15 de dezembro de 2013

MANUEL BANDEIRA e MANOEL BANDEIRA: por que grafar certo o nome desses pernambucanos?

MANUEL BANDEIRA e MANOEL BANDEIRA:
por que grafar certo o nome desses pernambucanos?
Thelma Regina Siqueira Linhares

in memorian:
Prof° Alex José Gomes da Silva


Algo que me incomoda bastante é ver a grafia do nome do poeta Manuel Bandeira, patrono do PMBFL-Programa Manuel Bandeira de Formação de Leitores escrita de forma errada. A simples troca de vogais, do u por o em Manuel, faz com que outro pernambucano ilustre e a ele contemporâneo, seja citado: Manoel Bandeira, o pintor. Assim, no mínimo, desconsidera-se, a certidão de nascimento, documento primeiro da cidadania de ambos.


IDENTIDADE
Thelma Regina Siqueira Linhares

U ou O eis a questão
que faz toda diferença
quando se trata de Bandeira.

U ou O eis o dilema
e não é só questão de grafia
dos nomes desses dois pernambucanos
contemporâneos.


Com U o Manuel
é Bandeira das letras
pois, principalmente, poeta.
Palavras e rimas: sina.

Com O o Manoel
é Bandeira das tintas
pois, essencialmente, pintor.
Nanquim e bico de pena... cena.

U ou O eis a questão
que não dá para esquecer:
com U o Manuel Bandeira é poeta.
com O o Manoel Bandeira é pintor.

Por favor!

(Olinda, 05/11/2013)

 
 MANUEL Carneiro de Sousa BANDEIRA Filho

MANOEL BANDEIRA

  
Manuel Bandeira, o poeta, nasceu no Recife, em 19/04/1881 e faleceu no Rio de Janeiro, em 13/10/1968. Professor, cronista, crítico e historiador literário foram alguns dos papeis sociais vividos, o maior, com certeza, foi na poesia.
Sua obra poética: A Cinza das Horas (1917); Carnaval (1919); Os Sapos (1922); O Ritmo Dissoluto (1924); Libertinagem (1930); Estrela da Manhã (1936); Lira dos Cinquent’anos (1940); Belo, Belo (1948); Mafuá do Malungo (1948); Opus 10 (1952); Estrela da tarde (1960); Estrela da Vida Inteira (1966); O Bicho (1947);] e Desencanto (1996).
Sua obra em prosa: Crônicas da Província do Brasil (1936); Guia de Ouro Preto (1938); Noções de História das Literaturas (1940); Autoria das Cartas Chilenas (1940); Itinerário de Pasárgada – Jornal de Letras (1954); De Poetas e de Poesia (1954); A Flauta de Papel (1957); Crônicas inéditas I e Crônicas inéditas II (2009).

O Bicho
Manuel Bandeira

Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.

Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.

O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.

O bicho, meu Deus, era um homem.


Irene no céu
Manuel Bandeira

Irene preta
Irene boa
Irene sempre de bom humor.


Imagino Irene entrando no céu:
— Licença, meu branco!
E São Pedro bonachão:
— Entra, Irene. Você não precisa pedir licença.


Manoel Bandeira, o pintor, nasceu em Escada/PE, no dia 02/05/1900 e faleceu no Recife, em 03/03/1964. As técnicas preferidas do pintor foram o desenho com bico-de-pena e tinta nanquim ou estilete - no caso dos trabalhos sobre papel gessado - e pinturas com aquarela, guache e óleo.
  







Sites interessantes sobre Manuel Bandeira, o poeta:

Sites interessantes sobre Manoel Bandeira, o pintor:

  
 Seria interessante ser disponibilizado pelo Diário de Pernambuco, o texto Xará, o batuta é você, escrito por Manuel Bandeira, o poeta, para o Manoel Bandeira, o pintor, conforme informação e texto da pesquisadora da FUNDAJ, Semira Adler Vainsencher.



terça-feira, 5 de novembro de 2013

IDENTIDADE


IDENTIDADE
Thelma Regina Siqueira Linhares

 

U ou O eis a questão

que faz toda diferença

quando se trata de Bandeira.

 

U ou O eis o dilema

e não é só questão de grafia

dos nomes desses dois pernambucanos

                                    contemporâneos.

 

 

Com U o Manuel

é Bandeira das letras

pois, principalmente, poeta.

Palavras e rimas: sina.

 

Com O o Manoel

é Bandeira das tintas

pois, essencialmente, pintor.

Nanquim e bico de pena... cena.

 

U ou O eis a questão

que não dá para esquecer:

com U o Manuel Bandeira é poeta.

com O o Manoel Bandeira é pintor.

 

Por favor!

 

 

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

SÃO FRANCISCO DE ASSIS

segunda-feira, 7 de outubro de 2013


SÃO FRANCISCO DE ASSIS

São Francisco nasceu Giovanni di Pietro di Bernardone, em 1182, na cidade de Assis, Itália, em uma família rica, ligada ao comércio. Bem jovem participou de uma guerra na cidade de Perúsia, ficando prisioneiro por meses. De volta para casa, doente, começou a pensar e agir de maneira diferente: passou a rejeitar o dinheiro e as coisas mundanas, que, antes, tanto lhe interessavam, para dedicar-se às orações e à filantropia. Certa vez, vendeu mercadorias para dar dinheiro aos pobres e comprar material de construção para completar a reforma de uma igrejinha, o que arrefeceu conflitos familiares. Deserdado, entrou de vez para a vida religiosa, fundando a Ordem dos Frades Menores e a Ordem Terceira. Conta-se que dois anos antes de sua morte (1226) Francisco recebeu os estigmas de Jesus crucificado em seu próprio corpo. São Francisco de Assis foi canonizado pelo Papa Gregório IX, em 1228. É considerado o patrono dos animais e do meio ambiente. Pregava a igualdade entre todos os seres. Atribui-se a ele a criação do presépio, nas comemorações natalinas. É um santo católico muito popular, aqui no Brasil.


Oração de São Francisco de Assis

Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver dúvida, que eu leve a fé;
Onde houver erro, que eu leve a verdade;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz.

Ó Mestre, Fazei que eu procure mais
Consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois, é dando que se recebe,
é perdoando que se é perdoado,
e é morrendo que se vive para a vida eterna.


 


Antônio José da Silva é natural de Goiana / PE.  TOG, como é conhecido artisticamente,  começou a trabalhar em 1979, criando em barro, peças regionais e folclóricas. Posteriormente, passou a criar, também, peças bíblicas. Participa de feiras e eventos, em Pernambuco e no país, tendo obras premiadas.
O São Francisco de Assis acima fotografado foi adquirido no espaço em Goiana, cidade a 62 km de Recife, através da BR 101 Norte. Mais informações  sobre o artesão TOG e sua obra no site http://www.nacaocultural.com.br/tog/








Música: SÃO FRANCISCO / Autoria: Vinícius de Moraes / Intérprete: Ney Matogrosso
SÃO FRANCISCO
Autoria: Vinícius de Moraes  /  Intérprete: Ney Matogrosso
 
Lá vai São Francisco
Pelo caminho
De pé descalço
Tão pobrezinho
Dormindo à noite
Junto ao moinho
Bebendo a água
Do ribeirinho.
 Lá vai São Francisco
De pé no chão
Levando nada
No seu surrão
Dizendo ao vento
Bom-dia, amigo
Dizendo ao fogo
Saúde, irmão.
 
Lá vai São Francisco
Pelo caminho
Levando ao colo
Jesuscristinho
Fazendo festa
No menininho
Contando histórias
Pros passarinhos.
 
 
  Vinicius de Moraes um brasileiro múltiplo: poeta, compositor, dramaturgo e diplomata. Em parceria com Antônio Carlos Jobim (Tom Jobim) escreveu a "Garota de Ipanema" um hino da música popular brasileira.  Nasceu em 1913 e faleceu em 1980.
Obra de Vinícius de Moraes

Caminho Para a Distância, poesia, 1933
Forma e Exegese poesia, 1936
 
Novos Poemas, poesia, 1938
Cinco Elegias, poesia, 1943
Poemas, Sonetos e Baladas, poesia, 1946
Pátria Minha, poesia, 1949
Orfeu da Conceição, teatro, em versos, 1954
Livro de Sonetos, poesia, 1956
Pobre Menina Rica, teatro, comédia musicada, 1962
O Mergulhador, poesia, 1965
Cordélia e O Peregrino, teatro, em versos, 1965
A Arca de Noé, poesia, 1970
Chacina de Barros Filho, teatro, drama
O Dever e o Haver
Para Uma Menina com uma Flor, poesia
Para Viver um Grande Amor, poesia
Ariana, a Mulher, poesia
Antologia Poética
Novos Poemas II

 
http://www.e-biografias.net/vinicius_de_moraes/


S O S
Thelma Regina Siqueira Linhares

São Francisco de Assis
o teu xará rio nordestino
- o Velho Chico –
clama socorro!
poluído
represado
não quer ser esticado
quer, sim, ser respeitado
revitalizado
para cumprir seu destino.

Ele
que já foi considerado o rio da integração nacional
e já teve transformado seu curso natural
só quer continuar sua sina
de Minas à Alagoas
pois a seca nordestina 

não se resolve só com barragens
que modificam paisagens.
Muito mais é preciso
atitude, ética e juízo
pois se até seus mitos e carrancas
já não assustam mais?!...
O que pode fazer um rio...
sozinho?


www.usinadeletras.com.br 07/09/2007
http://usinadeletras.tempsite.ws/exibelotexto.php?cod=132189&cat=Poesias

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Memórias Socializadas - TRABALHANDO COM MÚSICAS DE CARNAVAL

O ano letivo de 2009 trouxe o tema Recife: Cidade Educadora, que foi vivenciado, pedagogicamente, por toda a RMER-Rede Municipal de Ensino do Recife.


Em fevereiro, o PMBFL-Programa Manuel Bandeira de Formação de Leitores trabalhou em uma oficina, junto à equipe do Projeto Escola Aberta, Músicas Carnavalescas como atividades de leitura e escrita. Para tanto, foram selecionados alguns frevos, cujas letras digitadas ou manuscritas, tiveram os versos separados em tirinhas. Cada grupo de participantes organizou a letra da música e ilustrou a cartolina disponível, para posterior apresentação. Breve pesquisa sobre os compositores foram realizadas.






As músicas escolhidas foram: Cala a boca menino, Bom demais, Juventude dourada, Recife manhã de sol e A cidade.

CALA A BOCA MENINO
Capiba

Sempre ouvi dizer que numa mulher
Não se bate nem com uma flor
Loira ou morena, não importa a cor
Não se bate nem com uma flor.

Já se acabou o tempo
Que a mulher só dizia então:
- Chô galinha, cala a boca menino
- Ai, ai, não me dê mais não
.
 

Bom demais
J.Michiles

Eu tenho mais que tá nessa
Fazendo mesura na ponta do pé
Quando o frevo começa
Ninguém me segura
Vem ver como é

O frevo madruga
Lá em São José
Depois em Olinda
Na Praça do Jacaré
Bom demais, bom demais
Bom demais, bom demais
Menina vem depressa
Que esse frevo é bom demais
Bom demais, bom demais
Bom demais, bom demais
Menina vamos nessa
Que esse frevo é bom demais.

Juventude Dourada
Capiba

Eu quero ver esse ano
A juventude dourada
Na rua que é do povo
Camisa aberta no peito
Fazendo o que os seus avós
Fizeram em tempos passados
Ao som do frevo bem quente
O passo sem preconceito

Estou aqui para ver
A juventude dourada
Nessa alegria de louco
Entrando na madrugada

 Recife manhã de sol
J. Michiles
 
Vejo o Recife prateado
À luz da lua que surgiu
Há um poema aos namorados
No céu e nas águas dos rios

Um seresteiro, um violão
Anunciando o amanhecer
Um sino ao longe a badalar
Recife inteiro vai render
Ave Maria ao pé do altar

Bumba-meu-boi, Maracatu
Recife dos meus carnavais
Não vejo mais sinhá mocinha
Á luz de um lampião de gás

És primavera dos amores
Do horizonte és arrebol
Vai madrugada serena
Traz delirante poema
Recife manhã de sol.

 A Cidade
Chico Science
O sol nasce e ilumina
As pedras evoluídas
Que cresceram com a força
De pedreiros suicidas
Cavaleiros circulam
Vigiando as pessoas
Não importa se são ruins
Nem importa se são boas

E a cidade se apresenta
Centro das ambições
Para mendigos ou ricos
E outras armações
Coletivos, automóveis,
Motos e metrôs
Trabalhadores, patrões,
Policiais, camelôs

A cidade não pára
A cidade só cresce
O de cima sobe
E o de baixo desce
A cidade não pára
A cidade só cresce
O de cima sobe
E o de baixo desce

A cidade se encontra
Prostituída
Por aqueles que a usaram
Em busca de uma saída
Ilusora de pessoas
De outros lugares,
A cidade e sua fama
Vai além dos mares

E no meio da esperteza
Internacional
A cidade até que não está tão mal
E a situação sempre mais ou menos
Sempre uns com mais e outros com menos

A cidade não pára
A cidade só cresce
O de cima sobe
E o de baixo desce
A cidade não pára
A cidade só cresce
O de cima sobe
E o de baixo desce

Eu vou fazer uma embolada,
Um samba, um maracatu
Tudo bem envenenado
Bom pra mim e bom pra tu
Pra gente sair da lama e enfrentar os urubus

Num dia de sol, recife acordou
Com a mesma fedentina do dia anterior.


O homem da meia noite
Carlos Fernando

Deu meia noite
São doze em ponto
Deu meia noite na noite
São doze em ponto
E a lua cheia clareia os Quatro Cantos
E a lua cheia clareia os Quatro Cantos
Pra ver quem vem passar
Descendo a ladeira
Pra ver quem vem passar
Fervendo a chaleira
É o Homem da Meia Noite que vem
Vestindo fraque colete
Gigantes pernas de pau
Dançando na multidão
Com riso de manequim
Com riso de manequim
Mamãe querendo enganar
.