Brincar com sons
Juntar letras
Formar palavras
Descobrir a sonoridade e o nome de tudo
Que está no mundo
nas coisas
no pensamento.

Ler é tão bom!

Poder viajar
Conhecer mundos de ontem
de hoje
de amanhã.
Imaginar.
Criar.
Sonhar.
A leitura permite isso e muito mais
Pois ler é tão bom!

terça-feira, 12 de maio de 2015

VIDA... Presente CAROLINA MARIA DE JESUS

Quando pensei em VIDA... Presente, a ideia inicial, 
foi homenagear seres humanos públicos que já não estavam fisicamente, mas que continuavam através de suas obras. Hoje, um tanto esquecidos/as ou desconhecidos/as por muitos...

O primeiro post, em 14/01/2009,
 foi sobre Dom Helder Câmara
destacando sua poética no livro Mil razões para viver.

O segundo post foi sobre Liêdo Maranhão.


Retomando à série, pretendo um post mensal. 
Agora, apresento
VIDA... Presente CAROLINA MARIA DE JESUS.
E, por que reiniciar com Carolina Maria de Jesus?
Porque desconhecia sua história, até que colegas professoras que fazem o GTERÊ-Grupo de Trabalho em Educação das Relações Étnico-Racial, da Secretaria de Educação da PCR divulgaram concurso em comemoração aos 100 anos de nascimento da escritora, ano passado. Porque uma mulher negra, favelada, catadora de papelão, mãe de três filhos, semianalfabeta, escritora deveria ter sua trajetória amplamente divulgada. Porque poderia ser uma referência afirmativa de negra, em especial para a criança e adolescente, numa representatividade escassa. Porque teve seus momentos de celebridade. Porque teve sua obra traduzida em mais de 15 línguas. Porque o Brasil e seu povo tem memória curta. Porque uma realidade, infelizmente, tão real. Porque... Porque...
http://www.elfikurten.com.br/2014/05/carolina-maria-de-jesus.html
"O livro... me fascina. Eu fui criada no mundo. Sem orientação materna. Mas os livros guiou os meus pensamentos. Evitando os abismos que encontramos na vida. Bendita as horas que passei lendo. Cheguei a conclusão que é o pobre quem deve ler. 
Porque o livro, é a bussola que ha de orientar o homem no porvir (...)"
Carolina Maria de Jesus, em "Meu estranho diário". São Paulo: Xamã, 1996, p. 167.


Clarice Lispector e Carolina Maria de Jesus
http://brasileiros.com.br/2014/03/os-cadernos-de-carolina/
"[...]em 1948, quando começaram a demolir as casas térreas para construir os edifícios, nós, os pobres que residíamos nas habitações coletivas, fomos despejados e ficamos residindo debaixo das pontes. É por isso que eu denomino que a favela é o quarto de despejo de uma cidade. Nós, os pobres, somos os trastes velhos [...]"
Carolina Maria de Jesus, em "Quarto de despejo. Diário de uma favelada".




http://www.atica.com.br/SitePages/ResultadoBusca.aspx

http://www.buscape.com.br/meu-estranho-diario-carolina-maria-de-jesus-8585833181.html#precos
https://www.facebook.com/anocentenariocarolinamariadejesus/photos/pcb.603837739689078/
603836716355847/?type=1&theater

https://sebodomessias.com.br/livro/literatura-brasileira/casa-de-alvenaria-2.aspx

http://www.sesispeditora.com.br/catalogo/memoria-e-sociedade/diario-de-bitita/


Mais informação sobre Carolina Maria de Jesus:

Sites
http://www.elfikurten.com.br/2014/05/carolina-maria-de-jesus.html

http://blogueirasnegras.org/2014/05/27/carolina-maria-de-jesus-a-midia-racista-e-a-literatura-no-quarto-de-despejo/

http://livrespensadores.net/carolina-maria-de-jesus-a-escritora-que-o-brasil-esqueceu/

http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2014/11/1550499-escritora-carolina-maria-de-jesus-viveu-do-caos-ao-caos.shtml

http://www.itaucultural.org.br/brasil_brasis/negro/sessao02.htm

http://brasileiros.com.br/2014/03/os-cadernos-de-carolina/

Poesia
https://www.youtube.com/watch?v=mLkJy86VU84

Música
https://www.youtube.com/watch?v=z68tWbSXqMk

Depoimento da filha Vera Eunice
https://www.youtube.com/watch?v=qRjDmmWAFEo

terça-feira, 28 de abril de 2015

O Lobo e as sete cabrinhas


O lobo e as sete cabrinhas, um dos meus contos preferidos na Coleção Reino Infantil, é uma fábula alemã, registrada pelos Irmãos Grimm. 
Faz parte do chamado "ciclo fabular do lobo", que apresenta esse animal como símbolo de selvageria e ferocidade, em contraponto
à inocência desamparada, ingênua e fraca do cordeiro ou cabrito, que, no final, consegue vencê-lo pela esperteza.
No texto escaneado, observo a inadequação ao Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinado em 2008.
O amarelão das páginas reflete o tempo daquela edição de 1960.
Já um escrito a lápis, revela a familiaridade de gerações vindouras à criança que fui: Sthella, menina, escreveu o que me parece brincadeira de professora... e, anos depois, escaneou toda a coleção, preservando-a. Um mimo.
Certa vez, reencontrei essa fábula num livro didático e fui, com alegria e emoção, a contadora da história que tantas vezes li e reli na infância, para estudantes de uma das minhas turmas, 
na Escola Municipal da Guabiraba. 









sábado, 28 de fevereiro de 2015

Coleção Reino Infantil

A Coleção Reino Infantil foi o presente que ganhei 
ao concluir a alfabetização 
no Colégio da Imaculada Conceição, em Fortaleza/CE.



Presente de papai Nami, assim a dedicatória no primeiro livro. 
Impossível questionar, mas não ignorar, o por quê de não incluir
 o nome de mamãe Ivanice em tão valoroso presente...
E, décadas depois, 
como não compartilhar valioso presente com a filhota? 
Em todos os dez volumes, o carimbo de seu nome foi acrescido.

Cada um dos dez volumes trazia ilustrações em uma cor específica, por exemplo: azul turqueza, azul escuro, verde claro, verde escuro, amarelo, laranja, vermelho, marrom...




Pelo índice dos volumes, percebe-se a diversidade dos contos e histórias que faziam parte da Coleção Reino Infantil.

 





 Com certeza, as Coleções Reino Infantil
O Thesouro da Juventude foram as leituras mais interessantes e marcantes da minha infância. 

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Os lírios / Henriqueta Lisboa

"... irei de cabelos soltos ver como crescem os lírios."

OS LÍRIOS
Henriqueta Lisboa

Certa madrugada fria
irei de cabelos soltos
ver como crescem os lírios.

Quero saber como crescem
simples e belos — perfeitos! —
ao abandono dos campos.

Antes que o sol apareça
neblina rompe neblina
com vestes brancas, irei.

Irei no maior sigilo
para que ninguém perceba
contendo a respiração.

Sobre a terra muito fria
dobrando meus frios joelhos
farei perguntas à terra.

Depois de ouvir-lhe o segredo
deitada por entre os lírios
adormecerei tranquila.


  
Alguns sites sobre Henriqueta Lisboa

Henriqueta Lisboa (Lambari MG 1901 - Belo Horizonte MG 1985)


vídeo
Poesia apresentada 
no programa Provocações da Tv Cultura,

 com Antônio Abujamra

O mistério da mulher
Henriqueta Lisboa
"O mistério da mulher está em cada afirmação ou abstinência, na malícia das plausíveis revelações, no suborno das silenciosas palavras" 


terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Poema de uma quarta-feira de cinzas / Manuel Bandeira

Galo da Madrugada 2015
POEMA DE UMA QUARTA-FEIRA DE CINZAS
Manuel Bandeira

Entre a turba grosseira e fútil
Um Pierrot doloroso passa.
Veste-o uma túnica inconsútil
Feita de sonho e desgraça...

O seu delírio manso agrupa
Atrás dele os maus e os basbaques.
Este o indigita, este outro o apupa...
Indiferente a tais ataques,

Nublada a vista em pranto inútil,
Dolorosamente ele passa.
Veste-o uma túnica inconsútil,
Feita de sonho e desgraça...



Galo da Madrugada 2015

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

FREVO... FREVO!


A palavra "frevo" foi publicada, pela primeira vez, 
no dia 9 de fevereiro de 1907 no Jornal Pequeno 
do Recife.

Anúncio para o ensaio geral a acontecer no 
Clube Empalhadores de Feitosa, cujo repertório trazia marchas carnavalescas, entre elas: Amorosa, O sol, O frevo.

Sites sobre Frevo: