Brincar com sons
Juntar letras
Formar palavras
Descobrir a sonoridade e o nome de tudo
Que está no mundo
nas coisas
no pensamento.

Ler é tão bom!

Poder viajar
Conhecer mundos de ontem
de hoje
de amanhã.
Imaginar.
Criar.
Sonhar.
A leitura permite isso e muito mais
Pois ler é tão bom!

terça-feira, 29 de setembro de 2009

MEMÓRIAS SOCIALIZADAS - Escola Municipal Dr. Rodolfo Aureliano


Em outubro de 2008 participei de uma Oficina de Dizer Poesia, com turma do Ciclo 2, da Escola Municipal Dr. Rodolfo Aureliano, na programação da Semana Literária daquela escola. Trabalhamos poemas de alguns poetas da cidade, destacando-se Manuel Bandeira, Geraldino Brasil e Miró. Também inclui uma poesia minha e uma da estudante de EJA, Marinalva Bernadete de Oliveira, cuja poesia Nem venha foi a escolhida para o recital no encerramento da oficina Ler é tão bom! Dizer poesia, também!

Os/as estudantes também escreveram textos diversos e ilustraram material para a produção de um fanzine.

Escola Municipal Dr. Rodolfo Aureliano
Rua José Avelar, 211
CEP 50810-220 Várzea - Recife/PE
(81) 32324713

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

MEMÓRIAS SOCIALIZADAS - bairro da Guabiraba







"O nome do nosso bairro é Guabiraba. É um dos muitos bairros do Recife.
A Guabiraba tem muitos morros e parte baixa. Tem barreiras, escadarias, canaletas. Tem ruas, plantas, animais e pessoas."
(Texto coletivo) Ciclo 1 - Ano 1
Escola Municipal da Guabiraba

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

DICA DE FILME: PATATIVA


http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://liberdade.blogueisso.com/files/assare_patativa.jpg&imgrefurl=http://liberdade.blogueisso.com/tag/fortaleza/&h=778&w=640&sz=238&tbnid=atZA8D2HM9gleM:&tbnh=142&tbnw=117&prev=/images%3Fq%3Dpatativa%2Bdo%2Bassar%25C3%25A9&hl=pt-BR&usg=__IEvmTJ4mIpI2g7r3-CUxyjW-yVc=&ei=47auSo6rL4ax8QbflPnGCA&sa=X&oi=image_result&resnum=6&ct=image

P A T A T I V A
Filme de Ítalo Maia

Curta metragem: 9:30’. CPB n° 04000968.
Gravado em 2001. Prêmio Ceará de Cinema e Védeo.

FAIXA ETÁRIA
Livre

Parte 1: INTRODUÇÂO À LINGUAGEM

1.2. ILUMINAÇÃO
Luz
É um filme que usa cores fortes, realçando o espaço geográfico do sertão nordestino. O sol, a caatinga, o ambiente rural é bem representado através da animação. Faz uso de alguns ícones do sertão e do mundo rural.

Sombra
Na cena que reporta ao nascimento do poeta é muito bem explorada.


1.3. TRILHA SONORA
Som
A trilha sonora é bonita. Traz em destaque o som da viola, instrumento musical que acompanha muitos cantadores de literatura de cordel.

Silêncio
As pausas valorizam o texto. Realçam as imagens.

Fala
Narrado pelo próprio Patativa do Assaré, destaca-se a difícil dicção do poeta, acentuada pela idade. Traz, também, bem marcadas, as diferenças lingüísticas, decorrentes da fala do interior, em especial, entre as pessoas mais velhas, não tão afetadas pela globalização midiática que entra na maioria dos lares do país.


1.4. MONTAGEM
O curta mescla fotografia com animação. Interessante notar que procura fundir realidade (documentário) e animação. As marcas do poeta (chapéu, óculos, bengala e a cor da camisa são constantes, mesmo quando se refere ao bebê ou nos créditos). Informações adicionais são passadas, no texto falado ou cantado, nas marcas do rosto envelhecido, na cegueira (sutilmente o óculos).

1.5. ORIGEM DO ENREDO
“É um filme em animação sobre a vida e obra de Patativa do Assaré, expondo a trajetória desse homem, personagem, mito, enfim, poeta embevecido pela compreensão crítica do mundo, versando questões sociais e políticas”.
Uma forma de apresentar e estreitar cultura popular e cultura erudita, mundo rural e mundo urbano.


1.6. CINEMA E REALIDADE
O curta PATATIVA pincela, superficialmente, dados biográficos do poeta popular. Nome, condição sócio-econômica, a falta de educação formal, o conhecimento adquirido através da leitura, sua visão de mundo e de sua própria poesia. Funciona como ponto de partida para conhecimento da vida e obra do poeta popular, objetos de
estudos e pesquisas acadêmicas, nacionais e estrangeiras.


Parte 2: CINEMA E ESCOLA
O curta PATATIVA pode e deve ser usado como recurso didático na escola, para qualquer nível da Educação Básica. A mediação deverá ser realizada pela professora/professor de acordo com os objetivos e disciplinas enfocados. Inserido em Projetos Didáticos, poderá ser o ponto de partida, o viés ou a culminância para o desenvolvimento de conhecimentos e habilidades.

Na rede Municipal de Ensino do Recife, a Educação Básica é trabalhada através de ciclos, em 9 anos: Ciclo 1 Anos 1, 2 e 3 (Alfabetização, 1ª e 2ª séries), Ciclo 2 Anos 1 e 2 (3ª e 4ª séries), Ciclo 3 Anos 1 e 2 (5ª e 6ª séries), Ciclo 4 Anos 1 e 2 (7ª e 8ª séries). Para os Ciclos 1 e 2, as disciplinas compõem as Áreas de Construção do Conhecimento e para elas competências e habilidades são definidas.
LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS
• Língua Portuguesa – oralidade, leitura e escrita.
• Artes
CIÊNCIAS DA NATUREZA, MATEMÁTICA E SUAS TECNOLOGIAS
• Ciências
• Matemática
CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS
• História
• Geografia
QUESTÕES DE ÉTICA, CIDADANIA E PLURALIDADE CULTURAL, inseridas na LDB-Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira, podem ser abordadas no filme.

Considerações sobre as emoções e sentimentos que o curta despertou no alunado, também devem ser abordadas.

Para os menores da Educação Infantil (4 ou 5 anos), embora a fala não seja muito clara, o desenrolar da animação deverá motivar as crianças. Poderá ser o ponto inicial ou a culminância de Projeto Didático.


Ver:
http://www.portacurtas.com.br/Filme.asp?Cod=989

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

MEMÓRIAS SOCIALIZADAS - Contação de História: Cadê você, Jamela?

fotos Jeanne Vilbert
Em julho passado, aconteceu a VI Semana do Conto de História, atividade semestral da programação da Biblioteca Comunitária Caranguejo Tabaiares, localizada na Ilha do Retiro, sob a coordenação de Reginaldo e sua equipe de mediadores/as. Convidada, fui para a realização de uma contação de história, para crianças do Ciclo 1 – Ano 1, da Escola Municipal Sítio do Berardo, estudantes das professoras Solange Brandão e Mônica Valéria. O livro que escolhi foi Cadê você, Jamela?, de Niki Dali, por vários motivos. Gosto demais do conto! Apresenta Jamela, uma linda menina negra, da África do Sul, numa situação de conflito ao se deparar com mudanças de endereço. Tenho uma relação afetiva com o livro, pois através de resenha literária no Concurso Palavra do Leitor, promovido pela Editora SM com o site http://www.dobrasdaleitura.com/, fui a premiada na 6ª semana. Foi minha estréia griô! Uma contação tranquila, com momentos de participação interativa das crianças e, às vezes, dispersão de algumas. Jeanne Vilbert, no seu blog e de passagem no Recife, para o 7º Festival Recifense de Literatura, fez o registro fotográfico de 2 momentos que uso para ilustrar essa socialização de uma mediação de leitura.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

DICA DE CONCURSOS LITERÁRIOS


DICA DE CONCURSOS LITERÁRIOS
Oi gente! Alguns concursos de literatura em andamento! Vamos desengavetar produção autoral!

7º CONCURSO DE CONTOS "LUIS JARDIM"– PCR / Biblioteca Municipal de Casa Amarela
Inscrições até 16/10/2009
www.recife.pe.gov.br/2009/08/13/edital_do_7_concurso_de_contos_luis_jardim__168035.php

3° PRÊMIO INTERNACIONAL POESIA AO VÍDEO
Inscrições até 01/10/2009
http://www.fliporto.net/3poesia_video_regulamento.html
http://www.fliporto.net/

II PRÊMIO LITERATURA NO CELULAR
Inscrições até 15 de outubro de 2009
http://www.fliporto.net/2literatura_celular_regulamento.html
http://www.fliporto.net/

sábado, 22 de agosto de 2009

7º FESTIVAL RECIFENSE DE LITERATURA - A Letra e a Voz



O 7º Festival Recifense de Literatura ampliou-se em seu próprio formato, pois através de Oficinas do Programa Multicultural, da FCCR, possibilitou uma antecipação em quinze dias de atividades culturais, quando oportunizou Oficinas de Criação Literária em Poesia, Prosa e Livro Artesanal, para Mediadores/as de Leitura da GBFL e das Bibliotecas Comunitárias. Participei da Oficina de Criação Literária em Poesia, com Eduardo Ribeiro Halves, na Biblioteca Municipal de Casa Amarela, no período de 3 a 7/08/2009, no turno da tarde. Carga horária pequena, verdade, mas de aprendizagens densas e significativas. Em expectativa, o lançamento da produção literária, em livros artesanais, na Festa do Livro, domingo 23/08/2009, por ocasião do encerramento dessa edição do Festival.

Na semana seguinte, de 12 a 14/08/2009, aconteceu no Pátio de São Pedro, a 4ª Recitata, cujos finalistas dos júris popular e especializado, receberam premiação a que fizeram jus, no Teatro de Santa Isabel, por ocasião da abertura oficial do Festival.

Na manhã do domingo 16/08/2009, na orla marítima do Recife, do terminal da Praia de Boa Viagem à Praia do Pina, foi a vez d’Um Bonde Chamado Poesia, arrastar multidão. Comemorando, também, o dia do poeta recifense. Frevo e poesia. Sol, céu e mar. Uma festa!

À tardinha, no Teatro de Santa Isabel, aconteceu a abertura oficial do 7º Festival Recifense de Literatura – A Letra e a Voz. Além da fala de algumas autoridades municipais, de convidados especiais e dos homenageados – César Leal e Fernando Monteiro – aconteceu um breve recital na voz de alguns poetas. Coube à Orquestra Sinfônica do Recife, sob a regência do maestro Osman Gioia, estabelecer o diálogo entre poesia e música, encerrando apresentação com Bolero de Ravel. Lindo!



A semana continuou intensa! No SENAI, aconteceu o Seminário Bibliotecas: Liberdade, Igualdade, Fraternidade, sob coordenação da SEEL / GBFL-Gerência de Biblioteca e Formação de Leitores incluindo palestras, debates, apresentações culturais e visitas a espaços integrantes e significativos da rede de bibliotecas da cidade do Recife. O ano da França no Brasil só consolidou a estreita ligação entre Recife e Nantes, no que diz respeito ao desejo compartilhado da formação do leitor/a e do fomento à literatura.

Na segunda-feira, de manhã, destacaram-se as palestras de Fernando Monteiro (A ressurreição do leitor?) e de Luis Milanesi (Biblioteca: vida longa ao leitor), a encenação do conto Les trois petits loups et le grand méchant cochon, pelas crianças da professora Solange Brandão, do Ciclo 1 – Ano 1, da Escola Municipal Sítio do Berardo, e fragmentos de texto Biblioteca: o jardim interior preservado, de Michèle Petit, pelos/as Animadores/as Culturais do GAC-Gerência de Animação Cultural. Emocionante! Instigante!

À tarde, na Biblioteca Comunitária Caranguejos Tabaiares, foi feito um mergulho na vida das bibliotecas comunitárias. Perdi... mas os comentários e as fotos disponibilizadas no blog http://janou.uniterre.com, dão testemunho do quanto foi significativo esse momento do Festival.



Na terça-feira, a experiência francesa foi apresentada: Jeanne Vilbert apresentou o vídeo Bibliothèques de rue à Nantes e Agnes Marcetteau falou sobre o tema Réseau des bibliothèques publiques de Nantes. Ainda de manhã, houve a palestra da professora Ester Calland Rosa, que está coordenando pesquisa nas bibliotecas escolares de Recife e a apresentação de Ana Escurra, que trouxe a experiência que está sendo vivenciada em Caruaru/PE.

À tarde, o mergulho na vida de uma biblioteca municipal foi na Biblioteca Municipal de Afogados, que na programação incluiu mesa redonda, debates, recital de poesias, vídeo, premiação e lançamento de coletânea. Houve, ainda, uma colheita de livros, isso mesmo: livros brotavam de uma árvore da biblioteca, à espera das mãos e desejos de quem os escolhessem. Minha opção: As fontes da criação literária, de Carmelo M. Bonet, Ed. Mestre Jou.

Na quarta-feira, o mergulho na vida de uma biblioteca escolar foi na Escola Municipal Arraial Novo do Bom Jesus, com apresentação do Programa Manuel Bandeira de Formação de Leitores. A escola, na rotina de um dia letivo, apresentou a fábula A cigarra e a formiga como exemplo de mediação de leitura, em vários ambientes e através de vários atores sociais e mídias. A apresentação em teatrinho de fantoches, por duas garotas e a narração impecável por um garoto foi o ponto alto na biblioteca. Os depoimentos de algumas professoras de biblioteca historiaram e deram emoção e sentimento às vivências nesse espaço ampliado de aprendizagens, que é a biblioteca escolar na rede municipal de Recife. Um grande desafio!

Na quinta-feira, de volta ao SENAI e à continuação do Seminário Bibliotecas: liberdade, igualdade e fraternidade – Por uma política pública de leitura a partir das redes local, regional e internacional de bibliotecas. Plenária. Foi lido o Manifesto Por um Brasil Leitor, do escritor e poeta Bartolomeu Campos de Queirós, recentemente lançado na FLIP, terminando o dia com a apresentação d’O Sequestro da Leitura, pela Trupe da Graúna e certezas: os questionamentos inquietantes sobre a mediação de leitura não se esgotaram, os fóruns contínuos de estudos e discussões são demandas permanentes e são vitais os esforços e responsabilidades compartilhadas por uma política pública de governo.



Por toda a semana, Recife vivendo o 7º Festival Recifense de Literatura. Em vários espaços, palestras, debates, oficinas, lançamentos de livros, conversas com escritores e escritoras. Como aconteceu com a FAFIRE, o auditório da Livraria Cultura, a Casa da Moeda, o auditório da Livraria Saraiva, o Centro Josué de Castro, o Memorial Chico Science e o Espaço Inácia Raposo incorporados à programação oficial. Além de uma mostra de cinema e literatura, exibida em várias unidades do SESC (Cais de Santa Rita, Casa Amarela e Santo Amaro).



E na Festa do Livro, um domingo dedicado à literatura! Na Praça do Arsenal, das 10:00às 22:00h. Destaque para os lançamentos de livros por várias editoras, recital de poesias e contação de histórias. Lembrando que, quem perder, só em 2010...

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Oficina de Criação Literária - Poesia


Poesia e aprendizagens
Thelma Regina Siqueira Linhares

tic-tac... tic...
aprendizagens em construção
Poesia... zás!


A Oficina de Criação Literária - Poesia foi ministrada pelo poeta Eduardo Ribeiro Halves e aconteceu na Biblioteca Municipal de Casa Amarela, no período de 03 a 07/08/2009, fazendo parte do 7º Festival Recifense de Literatura – A Letra e a Voz. Foi oportunizada para um grupo de Mediadores/as de Leitura da GBFL-Gerência de Biblioteca e Formação de Leitores e de Bibliotecas Comunitárias da cidade do Recife. Apesar da carga horária reduzida foi um espaço de aprendizagens intensas, instigantes, prazerosas. Foi muito bom participar!